terça-feira, 30 de novembro de 2010

Wings

A carreira de Paul McCartney é muito conhecida pelo trabalho com os Beatles e também pela carreira solo, mas poucos já ouviram falar em "Wings", banda que ele formou logo após o fim dos Beatles.


Após seu segundo álbum solo, "Ram", em 1971, o ex-Beatle Paul McCartney e sua esposa, Linda, decidiram formar uma banda. Paul chamou Denny Laine, ex-guitarrista do “The Moody Blues” e o baterista Denny Seiwell para formar o Wings. A banda lançou seu primeiro álbum, “Wild Life”em dezembro de 1971.

Wild Life

Wild Life foi recebido com críticas negativas e foi um relativo fracasso de vendas. Logo após McCartney chamou o guitarrista Henry McCullough, ex-"Grease Band" e passaram o ano de 1972 gravando. Lançaram três singles - a canção de protesto "Give Ireland Back to the Irish", (banida da BBC por seu conteúdo político) "Mary Had a Little Lamb" e "Hi Hi Hi" (também negada pela BBC, desta vez por conter uma possível conotação sexual).
O segundo album da banda “Red Rose Speedway”lançado em maio de 1973.
Red rose Speedway

O album, enquanto recebeu duras críticas na Inglaterra, atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos com “My Love”. "My Love" foi a segunda música escrita por Paul McCartney a atingir o primeiro lugar nos EUA após a separação dos Beatles (a primeira foi "Uncle Albert" do álbum “Ram”). Mais tarde, em 1973, Wings embarcou em sua primeira turnê britânica e ao final da turnê McCullough e Seiwell deixaram a banda. Antes disso, o tema de McCartney para o filme de James Bond “Viva e Deixe Morrer” se tornou um hit no Top Ten nos EUA e Reino Unido. Paul, Linda e Denny resolveram gravar um novo álbum em um lugar mais exótico e a Nigéria foi o lugar escolhido.
Lançado no final de 1973, “Band on the Run” foi o álbum mais premiado de McCartney e seu maior sucesso, passando quatro semanas no topo das paradas dos EUA.

Band on the Run

Após o sucesso de Band on the Run, Paul McCartney formou uma nova versão do Wings, com o guitarrista Jimmy McCulloch e o baterista Geoff Britton. A nova formação foi apresentada em 1974 com o single britânico "Junior's Farm" e o álbum de 1975 “Venus and Mars”.

Venus and Mars

Wings at the Speed of Sound

“Wings at the Speed of Sound” de 1976 com nova formação, agora com o baterista Joe English foi o primeiro album do Wings a apresentar composições de outros membros da banda. O álbum se tornou um sucesso monstro com base em duas canções de McCartney, "Silly Love Songs" e "Let 'Em In". Wings promoveu o álbum com sua primeira turnê internacional, que quebrou recordes de público e muitos momentos foram gravados e transformados em um álbum triplo ao vivo “Wings Over America” (1976).
Wings Over America
Após a turnê completada, o Wings deu uma parada durante 1977. McCartney lançou uma versão instrumental de Ram, sob o nome Thrillington e produziu o álbum solo de Laine,”Holly Days”. Mais tarde naquele ano, o Wings lançou "Mull of Kintyre", que se tornou o mais vendido single britânico de todos os tempos (na época de seu lançamento), vendendo mais de dois milhões de cópias. Em 1978 foi lançado “London Town”,que se tornou um outro disco de platina.
London Town
Durante as gravações, Joe English deixou a banda seguido por McCulloch que juntou-se ao re-formado "Small Faces". Mais uma vez o album foi terminado por Paul, Linda e Danny.
Em 1979 o Wings lançou “Back To The Egg” e para a nova formação Paul McCartney chamou o guitarrista Laurence Juber e o baterista Steve Holly.
Back to the Egg
Embora tenha sido disco de platina, não conseguiu produzir qualquer grandes sucessos. No início de 1980, McCartney foi preso por porte de maconha, no início de uma turnê no Japão, ele ficou preso por dez dias.
Em 1980 o Wings embarcou em uma turnê britânica, antes de Paul gravar “McCartney II”,
que seria sua volta definitiva para a carreira solo.
McCartney II
No ano seguinte, Laine deixou a banda pois Paul não queria fazer turnê após o assassinato de John Lennon. Com isso o Wings se desfez definitivamente.
Paul McCartney entrou em estúdio no final daquele ano com o produtor George Martin para gravar seu álbum de 1982, “Tug of War”.

Tug of War

"Wings" é mais um capítulo da genialidade do maior artista vivo da atualidade.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Macca em Sampa, o grande dia chegou.

Depois de 17 anos de espera o dia mais esperado do ano, 21 de novembro chegou.
Já tinha passado a semana toda ouvindo as músicas que Paul havia tocado em Porto Alegre pra entrar no clima (como se fosse preciso). Peguei o avião de manhã e já no aeroporto comprei a “Rolling Stone” que trazia uma grande entrevista com Sir Paul.

Ingresso do show

Depois de 4 horas na fila antes dos portões abrirem mais 4 horas na arquibancada (azul) as luzes do estádio se apagaram e o coração acelerou.

Graziela, eu e Manu.

Confesso que fiquei meio decepcionado com o vídeo que passou nos telões antes do início do show... explicando: Nos shows de 1990 e 1993 antes de Paul subir ao palco também eram exibidos alguns vídeos nos telões, mas ao contrário de 2010 os vídeos contavam a história cronológica de Paul acompanhado de uma massa sonora com sucessos desde os primórdios dos Beatles até aparecer em letras garrafais a palavra “NOW” e ele entrava no palco... esse início já era de desidratar de tanto chorar.
Neste ano os vídeos eram legais, cheios de tecnologia e tal, mas sem nenhuma emoção.

Na arquibancada. Horas de espera que valeram cada centavo.

Mas a compensação veio no show que como eu já previa foi o melhor de todos.
Venus and Mars, Rock Show e Jet numa porrada só já foi pra deixar qualquer Beatle/Wings/McCartney maníaco de joelhos e começou por aí.
Além de um repertório impecável a banda atual é como Sir Paul mesmo disse: “fantástica”. Começando pelo tecladista Paul Wix que está com McCartney há 21 anos, os guitarristas Brian Ray e Rusty Anderson, totalmente integrados ao estilo McCartney e o grande Abe Laboriel Jr. que além de um excepcional baterista é uma figuraça.
Nessa tour “Up and Coming”, além das conhecidas canções dos Beatles e carreira solo Paul está tocando algumas perolas do Wings que pouca gente conhece. Foi maravilhoso ouvir ao vivo “Letting go”, “Let me roll it”, “Let ‘em in”, “Band on the Run” e a linda “Nineteen Hundred and eighty five”.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a vitalidade de Sir Paul aos 68 anos. O cara parece um moleque e mesmo depois de 3 horas de show ele estava inteiro e bem humorado, parecendo estar pronto para mais duas ou três horas de show. Tão pilhado que na saída chegou a tomar um tombo “daqueles” tropeçando em uma caixa de retorno.


Foi uma noite perfeita em que não bastasse estar em frente ao maior ídolo da minha vida, muito bem acompanhado pela minha esposa Manuela, irmã Graziela e o beatle-amigo Paulo Back e sua excelentíssima Silvia, ainda apareceu uma bela lua cheia para brindar com Sir Paul.

Hoje com a sensação de alma lavada e ainda sentindo a emoção de momentos tão fortes já me pergunto: Será que terei a chance de ver Paul McCartney novamente ?
Espero que ele continue com essa saúde de ferro, produzindo, emocionando e proporcionando a nós fãs esses momentos mágicos.

GOD BLESS YOU PAUL. HOPE TO SEE YOU AGAIN.